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Documento de Requisitos do Produto

Zelo

O sistema operacional da qualidade alimentar. Da auditoria de mercado à especificação do produto.
v0.4 · em detalhamento 28/06/2026 por Kadu Ferreira · método APE
Novidades da v0.4O que muda na v0.4: o conceito deixou de ser papel. Existe agora um protótipo navegável (com seis telas funcionais), um manual da marca completo e uma infraestrutura publicada (PWA instalável, offline, Supabase, deploy contínuo). Esta versão ancora cada requisito no que já é possível ver e clicar — e abre o documento à validação que está em curso com a consultoria.

O Zelo é um sistema operacional da qualidade alimentar: uma plataforma onde o consultor configura os padrões, a equipe do estabelecimento opera o dia a dia, e uma IA que entende a legislação brasileira mantém os dois em conformidade contínua — do plano de boas práticas à fiscalização. Este documento define o que vamos construir na primeira versão, para quem, por quê, em que ordem, e como saberemos que deu certo.

1. Visão do produto

A maioria das ferramentas do mercado resolve um pedaço: ou é checklist, ou é rotulagem, ou é consultoria. O Zelo une essas frentes em torno de um único princípio — conformidade não é um evento, é um estado contínuo — e coloca o consultor no centro como quem leva o sistema para dezenas de estabelecimentos.

Em uma frase: o Zelo transforma a qualidade alimentar de um esforço pontual e manual em um processo contínuo, monitorado e à prova de fiscalização — operado pela equipe do estabelecimento e orquestrado pelo consultor.

A promessa que a marca carrega resume a experiência pretendida: "No verde, todo dia." — você sempre sabe onde está e o que falta para ficar em conformidade.

2. Estado atual — o que já saiu do papel

Diferente das versões anteriores, o Zelo já é um artefato que se navega. O que existe hoje, publicado e em validação:

Protótipo navegável e clicável (estética "vidro sobre verde", PWA), com seis telas funcionais que realizam o fluxo central:

  1. Painel — em modo consultor, um radar de risco da carteira inteira (cada cliente com índice e status, ordenado por quem precisa de atenção); em modo estabelecimento, um medidor do próprio índice de conformidade com tarefas do dia e temperaturas.
  2. Gerador de planos por IA — fluxo guiado (dados do estabelecimento → geração → plano de ação), demonstrando o diferencial de montar documentos a partir da norma.
  3. Inspeção / checklist — aplicação com itens conformes/não conformes e score parcial ao vivo.
  4. Ficha & rótulo editável — recálculo ao vivo de custo, CMV e preço sugerido, com rótulo nutricional no padrão ANVISA e selos de advertência frontal (RDC 429) que aparecem/somem conforme os limites.
  5. Documentos — carteira de documentos com selo de validade por item (válido / vence em X dias / vencido), filtrada por estabelecimento.
  6. Indicadores — evolução da carteira vs. média, com mapa de não-conformidades.

(Há ainda a página por cliente, com índice, conformidade por categoria, documentos e focos de atenção.)

Portal de validação para a consultoria (zelo.portalgsemp.com.br): convite, resumo do estudo de mercado, checklist de validação, um canal de devolutiva em tempo real e um tour guiado em modal que percorre as telas e levanta, em cada passo, "o que avaliar aqui".

Manual da marca (Brandbook v1.0) e o design system "vidro sobre verde", também publicados como PWA — a fonte canônica da identidade e da UI (detalhe na seção 10).

Infraestrutura no ar: PWA instalável com casca offline (service worker), backend Supabase (região São Paulo) e deploy contínuo via Cloudflare Pages a partir do repositório no GitHub. Na prática, isso já prova que o caminho PWA/offline/Supabase é viável — o que reduz risco técnico antes mesmo do build do produto.

Status: em validação técnica com a consultoria (Qualimab / Mariana Amabile). As devolutivas entram pelo canal do portal e viram requisito aqui.

3. O problema

3.1 O mercado hoje

O setor está fragmentado em quatro frentes que não conversam entre si: apps de consultoria (Food Checker, ProApp), plataformas de checklist para redes (SULTS, Checklist Fácil), softwares de rotulagem e ficha técnica (Nutrimenu), e plataformas internacionais de food safety (FoodDocs). Nenhuma junta as quatro — e o consultor brasileiro acaba operando com planilha, PDF e WhatsApp.

3.2 As quatro dores centrais

3.3 Por que ainda não foi resolvido

O ProApp acertou no offline e no custo, mas não tem IA nem analytics. O FoodDocs tem a IA do futuro, mas não atende o Brasil. As plataformas de checklist são genéricas e ignoram a figura do consultor. O espaço da interseção está aberto.

4. Público-alvo

4.1 Persona A — O Consultor (usuário-âncora)

Profissional de qualidade/segurança de alimentos (nutricionista, eng. de alimentos, RT) que atende uma carteira de estabelecimentos. Dores: trabalho manual e repetitivo, dificuldade de escalar a carteira, pouca diferenciação, monitoramento dependente de presença física. O que precisa resolver (jobs-to-be-done): padronizar e acelerar a geração de documentos, acompanhar vários clientes à distância, provar valor com dados, fortalecer a própria marca/autoridade.

4.2 Persona B — O Estabelecimento e a equipe operacional

Restaurante, padaria, lanchonete, cozinha industrial e sua equipe (gerente, encarregado, manipuladores). Dores: medo de fiscalização, falta de método no dia a dia, rotatividade de equipe, documentos vencendo sem aviso. Jobs-to-be-done: cumprir a rotina de boas práticas sem complicação, ter tranquilidade na fiscalização, registrar o que foi feito.

4.3 Persona C — O Gestor/proprietário

Quem assina o cheque e responde pelo risco. Jobs-to-be-done: enxergar o nível de conformidade e o risco de cada unidade, justificar o investimento, dormir tranquilo.

5. Objetivos e métricas de sucesso

5.1 North Star Metric

Estabelecimentos com conformidade ativamente monitorada por mês — a métrica que captura valor real entregue (não só cadastro, mas uso recorrente).

5.2 KPIs por dimensão

DimensãoIndicador
AquisiçãoConsultores ativos; estabelecimentos por consultor
Ativação% que gera o 1º plano por IA e conclui a 1ª inspeção em 7 dias
EngajamentoInspeções/monitoramentos por estabelecimento por semana
RetençãoChurn mensal de consultor e de estabelecimento
ReceitaSeats ativos; MRR; receita média por consultor
ValorNão conformidades resolvidas; tempo economizado por documento gerado

5.3 Metas iniciais (hipóteses a validar)

Números de partida — hipóteses, não metas fechadas. Servem para dar direção e serão calibrados pela validação e pelo uso real:

MétricaHipótese de partida
Ativação (1º plano + 1ª inspeção em 7 dias)> 60% dos consultores
Engajamento≥ 1 inspeção/monitoramento por estabelecimento por semana
RetençãoChurn mensal de estabelecimento < 5%
Carteira-pilotoCobrir o Sul e o Sudeste antes de expandir

6. Proposta de valor e diferenciais

Quatro diferenciais que, juntos, nenhum concorrente nacional tem: (1) IA localizada na legislação brasileira, (2) offline-first de verdade, (3) a ponte consultor↔estabelecimento, (4) score de risco e analytics. O fosso defensável é a base legal estruturada (RDC 216, RDC 429, IN 75 e normas municipais) que alimenta a IA — é o que segura o concorrente internacional na fronteira e o que mais demora para copiar.

7. Escopo

7.1 Dentro do MVP (v1) — priorizado

  1. Gerador de planos por IA (BPF, APPCC, POPs) — o diferencial que mais economiza tempo do consultor. (demonstrado no protótipo)
  2. Inspeção/checklist offline com scoring e plano de ação — o coração do uso diário. (demonstrado no protótipo)
  3. Ponte consultor↔estabelecimento (multiusuário com papéis) — sem isso, não há modelo de receita dupla. (modos consultor/estabelecimento no protótipo)
  4. Painel de risco e indicadores (versão essencial) — o que prova valor. (demonstrado no protótipo)
  5. Controle de documentos com alerta de vencimento. (demonstrado no protótipo)
  6. Controle de validades de insumos/estoque (origem: validação Mariana — marcado como essencial).

7.2 Fora de escopo por enquanto (v2+)

Fichas técnicas e rotulagem RDC 429 completas (entra como módulo dedicado depois — embora a prova de conceito já apareça no protótipo, na tela de ficha & rótulo); marketplace/white-label; integrações com PDV/ERP; app de cliente final; relatórios avançados de BI. Motivo: focar a v1 nos diferenciais e no fluxo que gera recorrência, sem inflar o escopo.

7.3 Princípios de priorização

Offline e IA primeiro (são os diferenciais). Nada entra na v1 se não servir ao fluxo consultor→equipe→dado. Profundidade vem por iteração, guiada pela validação.

8. Requisitos funcionais

Notação: RF = requisito funcional. Cada bloco traz objetivo e critérios de aceite (o que precisa ser verdade para considerarmos pronto). A nota "No protótipo" aponta a tela que já demonstra a ideia — útil para alinhar visual e interação antes do build.

8.1 Gerador de planos por IA

Objetivo: gerar Manual de BPF, plano APPCC e POPs adaptados ao tipo de estabelecimento e à legislação aplicável — não por "achismo do modelo", mas a partir de uma base legal estruturada. No protótipo: tela Gerador IA (fluxo guiado → plano de ação).

Como a base legal vira dado consultável (o coração do diferencial): A legislação não fica "solta" na cabeça do modelo. Cada norma é decomposta em requisitos e armazenada numa base estruturada, em que cada requisito carrega metadados: esfera (federal/estadual/municipal), tipo de estabelecimento a que se aplica, tema (edificação, manipulação, higiene, controle de temperatura, documentação, etc.) e a referência exata (norma, artigo/item). Ao gerar um plano, a IA recupera os requisitos aplicáveis àquele estabelecimento e município e monta o documento citando a fonte — e o consultor revisa. Assim, o conteúdo é rastreável, atualizável e defensável.

8.2 Inspeção / Checklist offline

Objetivo: aplicar inspeções sem internet, com pontuação e plano de ação automático — é o coração do uso diário e o requisito de engenharia mais sensível. No protótipo: tela Inspeção (itens conformes/não conformes + score parcial ao vivo).

Sincronização (quando volta a conexão):

Estados de uma inspeção: rascunhoem andamentoconcluídasincronizada → (reaberta →) arquivada.

Critérios de aceite: uma inspeção completa é aplicável em modo avião e sincroniza sem perda ao reconectar; o score aparece em tempo real e reflete a criticidade dos itens; cada não conformidade gera item no plano de ação; a assinatura e as fotos ficam no relatório; o status de sincronização é sempre visível.

8.3 Painel de risco e indicadores

Objetivo: transformar inspeções em decisão — o que prova valor para o consultor. No protótipo: telas Painel (radar de risco da carteira) e Indicadores (evolução vs. média + mapa de não-conformes).

8.4 Controle de documentos

Objetivo: nunca deixar um documento vencer sem aviso. No protótipo: tela Documentos (selo de validade por documento, filtrado por estabelecimento).

8.5 Controle de validades de insumos/estoque (origem: validação Mariana)

Objetivo: acompanhar a validade dos produtos em uso/estoque.

8.6 Ponte consultor ↔ estabelecimento

Objetivo: equipe opera, consultor supervisiona, no mesmo dado. No protótipo: alternância modo consultor / modo estabelecimento (mesma base, visões distintas).

Matriz de permissões (papéis × capacidades):

CapacidadeOperadorGestorConsultor
Aplicar inspeção / registrar rotina
Ver inspeções da própria unidade
Gerenciar documentos e validades da unidade
Convidar/gerenciar usuários da unidade
Gerar plano por IA
Criar/editar modelos de checklist
Ver painel consolidado da carteira
Adicionar/remover estabelecimentos
Baixar relatórios para fiscalização

8.7 Relatórios e fiscalização

Objetivo: no momento da fiscalização (ou de uma auditoria interna), provar conformidade na hora — com histórico, não com promessas. No protótipo: página do cliente consolida índice, categorias, documentos e focos de atenção — a base visual do relatório.

9. Requisitos não-funcionais

10. Design System e identidade da marca

A marca tem manual próprio (Brandbook v1.0), publicado e versionado, que é a fonte canônica da UI: toda tela nova nasce dele. Os pilares:

O protótipo e o portal já aplicam esse sistema; o brandbook completo está publicado (inclusive como PWA) para consulta da equipe e de quem for desenvolver.

11. Modelo de negócio

Receita dupla: assinatura do consultor + um seat por estabelecimento. O consultor vira canal de distribuição — cada cliente que ele leva é uma recorrência nova, e ele pode repassar o seat com margem.

Âncoras de mercado (o que existe hoje): Food Checker ~R$22/mês (web, sem offline/IA); ProApp (offline, foco em custo); FoodDocs ~US$169/mês (IA, sem Brasil); SafetyCulture ~US$24/usuário/mês. O Zelo entrega bem mais que o Food Checker (IA localizada + offline + ponte + dados), o que justifica posicionar acima dele — sem chegar ao preço dos internacionais.

Estrutura de preço proposta (hipótese a validar com disposição a pagar):

ItemQuem pagaPreço propostoO que inclui
Plano ConsultorConsultor~R$149/mês (faixas por tamanho de carteira)Gerador por IA, painel da carteira, modelos de checklist, até X estabelecimentos
Seat por estabelecimentoEstabelecimento (ou consultor com repasse)~R$49/mês por unidade ativaAcesso da equipe, inspeções offline, documentos e validades, relatórios

Estes números são proposta ancorada no mercado, não preço final. O teste de disposição a pagar dos dois lados — central na validação com a Mariana — é o que fecha as faixas. A lógica: o consultor paga pela alavanca (IA + gestão da carteira); o estabelecimento paga pela tranquilidade na fiscalização.

12. Fluxos principais

Cada fluxo traz pré-condição, passos e o que acontece quando algo foge do caminho feliz.

12.1 Onboarding de um novo cliente (o fluxo que destrava a ativação)

Pré-condição: consultor com conta ativa.

  1. Consultor cadastra o estabelecimento (tipo, porte, município).
  2. Gera o plano por IA (BPF/APPCC/POPs) e revisa.
  3. Convida a equipe do estabelecimento (envio de convite → vira seat).
  4. Define o primeiro modelo de checklist para aquela unidade.
  5. A equipe instala o app (PWA) e faz a primeira inspeção.

Exceções: equipe não aceita o convite → lembrete automático ao consultor; município sem base legal cadastrada → usa base federal (RDC 216) e sinaliza pendência. Sucesso = ativação: 1º plano gerado e 1ª inspeção concluída.

12.2 Rotina diária da equipe (offline)

Pré-condição: operador com seat, app instalado.

  1. Abre o checklist do dia no celular — sem depender de internet.
  2. Registra item a item (conforme/não conforme/N.A.), anexa foto onde precisa.
  3. Conclui e assina.
  4. Ao reconectar, a inspeção sincroniza sozinha.

Exceções: ficou sem bateria/fechou o app → o auto-save preserva o rascunho; sem sinal por horas → fica na fila e envia depois, sem perda.

12.3 Supervisão do consultor

Pré-condição: estabelecimentos com inspeções sincronizadas.

  1. Abre o painel da carteira.
  2. Vê scores, ranking e alertas; identifica em segundos quem precisa de atenção.
  3. Entra no estabelecimento de risco, revisa não conformidades e aciona o plano de ação.

Exceções: dado desatualizado (unidade sem sincronizar) → painel marca "sem sincronização recente".

12.4 Documento/insumo vencendo

  1. Sistema detecta proximidade do vencimento (alvará, laudo, atestado, insumo).
  2. Dispara alerta (consultor e/ou gestor) com antecedência configurável.
  3. Responsável renova e atualiza → status volta ao verde.

Exceções: venceu sem renovação → item entra como risco no painel até regularizar.

12.5 Fiscalização (o momento da verdade)

  1. Gera, na hora, um relatório consolidado da unidade: histórico de inspeções, planos de ação, documentos e assinaturas.
  2. Exporta em PDF.

Valor: transforma "torcer para estar tudo certo" em "provar que está", com histórico assinado.

13. Direção técnica

PWA + experiência mobile; backend com banco multi-tenant; camada de IA ancorada em uma base legal estruturada (a norma vira dado consultável, não "achismo do modelo"); motor de sincronização offline.

O que a validação já provou na prática: o build atual roda essa direção — PWA instalável com casca offline (service worker), backend Supabase (São Paulo) e deploy contínuo via Cloudflare Pages a partir do GitHub. Isso valida o caminho técnico e reduz risco. A arquitetura final do produto evolui a partir daí: multi-tenant com isolamento por consultor/estabelecimento, motor de sincronização com fila e resolução de conflitos, e autenticação real por papéis (que substitui a senha simples do portal de validação).

Isto é direção, não decisão final de arquitetura — serve para orientar quem for desenvolver.

14. Base regulatória (a confirmar com a consultoria)

Base de partida: RDC 216/2004 (boas práticas para serviços de alimentação), POPs e APPCC; RDC 429/2020 + IN 75/2020 (rotulagem nutricional, para o módulo futuro de rótulos — cuja prova de conceito já aparece no protótipo); e normas municipais da vigilância sanitária, que variam por cidade. A precisão e a atualização dessas referências é exatamente o terreno da Mariana — este é um dos pontos onde a validação dela é insubstituível.

Cobertura inicial: a base municipal começa pelo Sul e Sudeste (capitais e principais municípios de SP, RJ, MG, ES, RS, SC e PR), acompanhando a meta de carteira-piloto. Novos municípios entram por demanda.

15. Plano de validação

A validação não é uma etapa abstrata — ela está acontecendo, com instrumento próprio.

Como acontece. A consultora recebe o protótipo navegável e um tour guiado em modal que percorre as telas; cada passo traz um "o que avaliar aqui". A devolutiva entra pelo canal no portal (zelo.portalgsemp.com.br) e cada ponto levantado vira requisito aqui — como já aconteceu com a assinatura do RT (RF-2.8) e o controle de validades (8.5).

As cinco perguntas centrais (o que precisa fechar):

  1. Disposição a pagar dos dois lados — confirma/ajusta as faixas propostas (consultor ~R$149, seat ~R$49).
  2. Priorização de municípios dentro do Sul/Sudeste (capitais antes do interior?).
  3. Profundidade real necessária do controle de estoque/validades.
  4. Quais relatórios a fiscalização efetivamente exige.
  5. Fluxo ideal de convite e adoção da equipe operacional.

Critério de saída da validação: ter as faixas de preço confirmadas ou ajustadas, a lista de municípios-piloto definida, e o escopo fino de estoque e de relatórios fechado. Isso encerra a v0.5 e libera o início do build.

16. Riscos e mitigações

RiscoMitigação
Consultor enxergar o app como ameaça (substituição)Posicionar como ferramenta que amplia a carteira e a autoridade dele, não que o substitui
Complexidade do offline com sincronizaçãoTratar como requisito de engenharia central desde o início; testar em campo cedo (a casca offline do build já é um primeiro passo)
Precisão jurídica da IAAncorar em base legal estruturada + revisão humana (consultor decide)
Baixa adoção pela equipe do estabelecimentoUX simples, mobile, em português claro; treinamento mínimo
Variação de norma por municípioComeçar pelas normas dos municípios-alvo; expandir por demanda

17. Roadmap em fases

18. Glossário

BPF Boas Práticas de Fabricação · APPCC Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle · POP Procedimento Operacional Padronizado · RDC Resolução da Diretoria Colegiada (ANVISA) · IN Instrução Normativa · CMV Custo da Mercadoria Vendida · Visa Vigilância Sanitária · RT Responsável Técnico · Seat assento/licença paga por estabelecimento · PWA Progressive Web App (app instalável que roda no navegador, com modo offline) · MRR receita recorrente mensal · Churn taxa de cancelamento.

Anexo A — Modelo de dados (conceitual)

Visão de alto nível das entidades e como se relacionam. Não é o desenho final do banco — é o mapa para quem for construir.

EntidadeO que éCampos-chave
ConsultorDono da carteiranome, contato, plano
EstabelecimentoCliente do consultorconsultor, nome, tipo, porte, município, status
MembroPessoa com acesso, com papelestabelecimento, papel (operador/gestor/consultor), login
Plano geradoDocumento BPF/APPCC/POPestabelecimento, tipo, conteúdo, base legal, autor
Modelo de checklistTemplate reutilizávelconsultor, nome, lista de itens
InspeçãoAplicação de um checklistestabelecimento, modelo, aplicada por, data, score, status, assinatura
Item de inspeçãoResposta de cada iteminspeção, descrição, criticidade, peso, resultado, foto
Plano de açãoDerivado das não conformidadesinspeção, item, descrição, prazo, responsável, status
DocumentoAlvará, laudo, atestadoestabelecimento, tipo, validade, status
Insumo/ValidadeItem de estoqueestabelecimento, nome, lote, validade

Relações principais: um Consultor tem muitos Estabelecimentos; um Estabelecimento tem muitos Membros, Inspeções, Documentos, Insumos e Planos; uma Inspeção usa um Modelo de checklist, tem muitos Itens e gera itens de Plano de ação.

Changelog


Como este documento evolui

Esta é a versão 0.4 — rascunho em detalhamento. Não precisa estar perfeito: é um documento vivo. Os comentários e pedidos da consultoria entram pelo canal em zelo.portalgsemp.com.br, e cada ponto levantado vira requisito aqui (como já aconteceu com a assinatura do RT e o controle de validades). Fechadas as cinco perguntas da seção 15, sobe a v0.5 e começa o build.

Zelo · PRD v0.4 — documento vivo · gerado a partir de prd-zelo-v0.4.md